O hindu tinha muitos filhos e uma casa pequena para tanto barulho e confusão.
Um dia, exausto pela bagunça e pelo parco espaço, o hindu procura um guru para aconselhá-lo.
Conta suas mazelas e o guru, compadecido de sua dor, aconselha-o a colocar um bode na sala.
Confuso, o hindu vai embora e compra um bode, mesmo sem entender o conselho do guru. Ele chega em casa e coloca o bode no meio da sala, segundo a orientação recebida.
A confusão, que antes já era grande, torna-se insuportável. O barulho, a bagunça, o cheiro, um verdadeiro pandemônio. Deseperado, então, o hindu tira o bode da sala e respira aliviado.
Moral da história??
Tire suas próprias conclusões, ou se estiver muito infeliz com a sua vida... coloque o bode no meio da sala. Vc vai descobrir que nada é tão ruim que não possa piorar.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
Aceitação
No meu trabalho vejo muitas coisas, ouço os problemas das pessoas, analiso, interpreto, abro caminhos e possibilidades. Às vezes me emociono muito com algum relato, sou muito sensível à emoção alheia. Trabalho com a cabeça, mas também com o coração.
Vejo as pessoas renegarem suas tendências na maioria dos casos e penso, talvez fosse mais saudável aceitarmos. Aceitar pode ser o princípio de uma mudança profunda.
Vejo as pessoas renegarem suas tendências na maioria dos casos e penso, talvez fosse mais saudável aceitarmos. Aceitar pode ser o princípio de uma mudança profunda.
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quarta-feira, 30 de julho de 2008
"Bola pra frente"
Ontem levei uma surra, uma surra da vida. Aliás acho que as tenho levado diariamente. Dizem que as coisas acontecem para que compreendamos algo sobre nós, ou algo transcendente, não tenho certeza. Mas gostaria muito de entender, algum dia quem sabe, o motivo dos acontecimentos.
Conscientemente sei que são consequências de atos anteriores, das minhas desorganizações, dos esquecimentos, das fantasias, daquele ladinho que quase todo mundo tem e que acredita que tudo se resolverá magicamente. Eu acreditei na mágica, mas ela não aconteceu.
Tive uma vontade louca de chorar, mas não podia, no alto dos meus 37 anos não me permiti chorar. Apenas duas lágrimas correram teimosas em escapar da minha prisão interior. Depois respirei fundo e disse, amadurecidamente, "bola pra frente".
Bola pra frente... o que significa isso?
Poderia ser uma postura otimista perante um problema, mas no meu caso, foi só um jeito de aplacar a angústia. Não funcionou.
"A vida ensina"... não é assim que dizem por aí?
Nem todos são bons professores, nem todos os ensinamentos são proveitosos, a dor também ensina e o amor idem.
Sei que hoje estou triste, sem esperança, um pouco humilhada, mas.... "bola pra frente", afinal "a vida ensina".
Aguardemos...
Conscientemente sei que são consequências de atos anteriores, das minhas desorganizações, dos esquecimentos, das fantasias, daquele ladinho que quase todo mundo tem e que acredita que tudo se resolverá magicamente. Eu acreditei na mágica, mas ela não aconteceu.
Tive uma vontade louca de chorar, mas não podia, no alto dos meus 37 anos não me permiti chorar. Apenas duas lágrimas correram teimosas em escapar da minha prisão interior. Depois respirei fundo e disse, amadurecidamente, "bola pra frente".
Bola pra frente... o que significa isso?
Poderia ser uma postura otimista perante um problema, mas no meu caso, foi só um jeito de aplacar a angústia. Não funcionou.
"A vida ensina"... não é assim que dizem por aí?
Nem todos são bons professores, nem todos os ensinamentos são proveitosos, a dor também ensina e o amor idem.
Sei que hoje estou triste, sem esperança, um pouco humilhada, mas.... "bola pra frente", afinal "a vida ensina".
Aguardemos...
quinta-feira, 10 de julho de 2008
O Dragão

"Soltar fogo pelas ventas".. é assim que as pessoas expressam seu sentimento à respeito de alguém furioso, raivoso, em fúria.
É assim que me sinto com certa frequência... soltando fogo pelas ventas.
Não sou uma pessoa raivosa, mas por algum motivo, tive que aprender a me defender, a defender minhas coisas, meus pensamentos.
Fui uma criança frágil, chorona e hoje desprezo as pessoas que choram muito ou que são muito frágeis.
Aprendi, a duras penas, que o romantismo não tinha grande função na minha vida... fiquei dura, realista, embora conserve alguma doçura que, penso, é da minha essência. Hoje o lado doce e carinhoso é exclusivo dos meus filhos. Acho que preservei para que eles pudessem usufruir de uma mãe mais acolhedora e continente.
Não sou pedra, mas sou quase.
Criei uma casca para o mundo, para os problemas e o sofrimento. É assim que me sinto forte.
Acho que as tartarugas também são assim... projetam sua força no casco.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Eu quero um amor pra toda a vida...
Sinto falta do romance, do frio na barriga, da paixão, do arrepio antes do beijo.
Sempre idealizei um amor romântico.
Eros e Psique.
Incondicional (se é que isso existe)
Mas a convivência, os problemas, o trabalho, as finanças... a realidade engole o romance e mata minha alma um pouco por dia.
Eu sonho, e lá neste lugar onírico tenho outra vida.
Refugio-me nas fantasias de amor e romance, sem encontrar eco na realidade... e me apaixono por sombras, fantasmas e idéias.
A vida, às vezes, cansa.
Sempre idealizei um amor romântico.
Eros e Psique.
Incondicional (se é que isso existe)
Mas a convivência, os problemas, o trabalho, as finanças... a realidade engole o romance e mata minha alma um pouco por dia.
Eu sonho, e lá neste lugar onírico tenho outra vida.
Refugio-me nas fantasias de amor e romance, sem encontrar eco na realidade... e me apaixono por sombras, fantasmas e idéias.
A vida, às vezes, cansa.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma
.Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma
.Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Felicidade, ainda que tardia
Em meio a tantas coisas pra fazer, cá estou eu. Depois de um longo intervalo, volto a escrever memórias mas nem tanto.
Não consigo me concentrar pra fazer os relatórios que preciso, pois alguma histórias martelam minha mente e aí a atenção vai pro saco (que eu não tenho), e fico aqui ruminando lembranças.
Acabamos de sair de um feriado prolongado, viajei com as crianças. Só eu sei como me custa dirigir em estradas, embora adore sair de São Paulo. Tudo de praxe, malas feitas, doses de dramim para evitar surpresas e vamos lá. Destino Cravinhos, proximidades de Ribeirão Preto, calor de matar, três horas e meia (com sorte), três dias parecem curtos demais. Colo de mãe, casa da vovó, comida à rodo, interiorzão, quermesse do padre, bingo, pescaria, bola na boca do palhaço... milho verde, milk shake, trenzinho da alegria pra criançada.
Tudo deveria ser alegre e gostoso, e é. Mas algo em mim vive numa nostalgia não muito clara. A nostalgia da criança que não quer crescer. Ali me sinto pequena, frágil, menina.
Remonto minha infância e adolescência, e quando olho para os meus filhos, parece que não são meus. É como se não tivesse crescido. Sensação estranha que só vai embora quando tenho que voltar... e, mesmo assim, demora...
Não consigo me concentrar pra fazer os relatórios que preciso, pois alguma histórias martelam minha mente e aí a atenção vai pro saco (que eu não tenho), e fico aqui ruminando lembranças.
Acabamos de sair de um feriado prolongado, viajei com as crianças. Só eu sei como me custa dirigir em estradas, embora adore sair de São Paulo. Tudo de praxe, malas feitas, doses de dramim para evitar surpresas e vamos lá. Destino Cravinhos, proximidades de Ribeirão Preto, calor de matar, três horas e meia (com sorte), três dias parecem curtos demais. Colo de mãe, casa da vovó, comida à rodo, interiorzão, quermesse do padre, bingo, pescaria, bola na boca do palhaço... milho verde, milk shake, trenzinho da alegria pra criançada.
Tudo deveria ser alegre e gostoso, e é. Mas algo em mim vive numa nostalgia não muito clara. A nostalgia da criança que não quer crescer. Ali me sinto pequena, frágil, menina.
Remonto minha infância e adolescência, e quando olho para os meus filhos, parece que não são meus. É como se não tivesse crescido. Sensação estranha que só vai embora quando tenho que voltar... e, mesmo assim, demora...
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