A insanidade da crueldade me assusta, e o que ela provoca em mim.
Me vejo encurralada, como que num confronto comigo mesma. As coisas que fiz, o que deixei de fazer... tudo me assusta e me persegue.
Quando você é jovem não pensa que determinadas coisas possam te atingir, mas , de repente, em algum momento da vida pode se ver cobrado por elas. É o que acontece comigo.
É como se o fantasma de coisas simples que deixei pra trás, viesse assombrar, soprar nos meus ouvidos.
Você tem a sensação de estar sempre em débito?
Eu tenho. Caminhei pela vida assinando muitas notas promissórias e vivo na iminência do oficial de justiça que pode bater na porta a qualquer momento com um mandado de penhora.
Devo e tenho muito medo da cobrança, de não dar conta de quitar estes débitos.
Outro ponto crítico é a vaidade. Tenho? Não tenho? Como isso funciona?
Às vezes tenho vergonha do que sou. Não da minha essência, sei que sou bem intencionada, sou uma boa pessoa, acima de tudo sou ética nas relações. Mas do que aparento e represento. Isso machuca demais.
Quando você não gosta de algo em você mesmo espera que os outros não vejam, ou tenta superar exaltando alguma outra qualidade que julgue importante. Até que alguém aponta a ferida, te mostra que viu aquilo que você se esforça tanto pra esconder ou minimizar. Mas a crueldade que está nessa verdade é incontestável.
E, por mais que você clame pela sua maturidade pra enfrentar a situação, mais pequeno, insignificante, invisível e capenga você se sente.
É muito cruel.
sábado, 29 de novembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Eu quero entender
Eu quero entender tantas coisas... nem sei por onde começar.
Quero entender porque um cartão de crédito bloqueia uma compra se ainda há limite.
Quero entender porque a maioria das pessoas acelera no farol amarelo.
Quero entender porque o frio ataca na primavera, e o verão no inverno.
Porque minha cabeça dói quando fico abalada emocionalmente?
Porque os pais insistem em atrapalhar as crianças?
Porque sempre falta dinheiro? ou amor? ou ambos?
Aonde foi parar a ética pessoal?
Cadê o respeito ao ser humano?
O que estou fazendo aqui?
Qual minha função no mundo? na vida?
Porque tudo tem que ter uma explicação?
Porque a vida é injusta?
Deus existe?
Alguém, por favor, me responda.
Agradeço antecipadamente.
Quero entender porque um cartão de crédito bloqueia uma compra se ainda há limite.
Quero entender porque a maioria das pessoas acelera no farol amarelo.
Quero entender porque o frio ataca na primavera, e o verão no inverno.
Porque minha cabeça dói quando fico abalada emocionalmente?
Porque os pais insistem em atrapalhar as crianças?
Porque sempre falta dinheiro? ou amor? ou ambos?
Aonde foi parar a ética pessoal?
Cadê o respeito ao ser humano?
O que estou fazendo aqui?
Qual minha função no mundo? na vida?
Porque tudo tem que ter uma explicação?
Porque a vida é injusta?
Deus existe?
Alguém, por favor, me responda.
Agradeço antecipadamente.
sábado, 20 de setembro de 2008
O medo
Entrei na loja e vi aquela linda estátua.
Perfeita!
Os olhos do artista, suas mãos fazem o milagre.
Penso: como posso ser tão medíocre?! Medíocre a ponto de sequer entender o significado da arte.
Para entender a arte há que se ter uma certa fantasia, um pé na imaginação. E não pode ter medo de errar, de arriscar.
Eu não sirvo pra isso. Tenho medo da minha mediocridade.
Arriscar-se é pular no precipício sem saber se chegará vivo ao fim.
É demais pra mim...
Sou concreta ao extremo, sei pensar o que vejo.
Perfeita!
Os olhos do artista, suas mãos fazem o milagre.
Penso: como posso ser tão medíocre?! Medíocre a ponto de sequer entender o significado da arte.
Para entender a arte há que se ter uma certa fantasia, um pé na imaginação. E não pode ter medo de errar, de arriscar.
Eu não sirvo pra isso. Tenho medo da minha mediocridade.
Arriscar-se é pular no precipício sem saber se chegará vivo ao fim.
É demais pra mim...
Sou concreta ao extremo, sei pensar o que vejo.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Um gesto pequeno e simples:
_mamãe, quero seu colo.
Automaticamente estendo os braços, puxo-o para cima, respiro fundo, enfio o nariz naquele cabelo e cheiro. Que cheiro!!
Meu mundo pára, nada pode ser mais importante ou prazeroso do que isso. Esqueço o que fazia antes daquele pedido. Sou a pessoa mais amada do mundo!
_mamãe, quero seu colo.
Automaticamente estendo os braços, puxo-o para cima, respiro fundo, enfio o nariz naquele cabelo e cheiro. Que cheiro!!
Meu mundo pára, nada pode ser mais importante ou prazeroso do que isso. Esqueço o que fazia antes daquele pedido. Sou a pessoa mais amada do mundo!
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
O bode na sala
O hindu tinha muitos filhos e uma casa pequena para tanto barulho e confusão.
Um dia, exausto pela bagunça e pelo parco espaço, o hindu procura um guru para aconselhá-lo.
Conta suas mazelas e o guru, compadecido de sua dor, aconselha-o a colocar um bode na sala.
Confuso, o hindu vai embora e compra um bode, mesmo sem entender o conselho do guru. Ele chega em casa e coloca o bode no meio da sala, segundo a orientação recebida.
A confusão, que antes já era grande, torna-se insuportável. O barulho, a bagunça, o cheiro, um verdadeiro pandemônio. Deseperado, então, o hindu tira o bode da sala e respira aliviado.
Moral da história??
Tire suas próprias conclusões, ou se estiver muito infeliz com a sua vida... coloque o bode no meio da sala. Vc vai descobrir que nada é tão ruim que não possa piorar.
Um dia, exausto pela bagunça e pelo parco espaço, o hindu procura um guru para aconselhá-lo.
Conta suas mazelas e o guru, compadecido de sua dor, aconselha-o a colocar um bode na sala.
Confuso, o hindu vai embora e compra um bode, mesmo sem entender o conselho do guru. Ele chega em casa e coloca o bode no meio da sala, segundo a orientação recebida.
A confusão, que antes já era grande, torna-se insuportável. O barulho, a bagunça, o cheiro, um verdadeiro pandemônio. Deseperado, então, o hindu tira o bode da sala e respira aliviado.
Moral da história??
Tire suas próprias conclusões, ou se estiver muito infeliz com a sua vida... coloque o bode no meio da sala. Vc vai descobrir que nada é tão ruim que não possa piorar.
sábado, 9 de agosto de 2008
Aceitação
No meu trabalho vejo muitas coisas, ouço os problemas das pessoas, analiso, interpreto, abro caminhos e possibilidades. Às vezes me emociono muito com algum relato, sou muito sensível à emoção alheia. Trabalho com a cabeça, mas também com o coração.
Vejo as pessoas renegarem suas tendências na maioria dos casos e penso, talvez fosse mais saudável aceitarmos. Aceitar pode ser o princípio de uma mudança profunda.
Vejo as pessoas renegarem suas tendências na maioria dos casos e penso, talvez fosse mais saudável aceitarmos. Aceitar pode ser o princípio de uma mudança profunda.
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quarta-feira, 30 de julho de 2008
"Bola pra frente"
Ontem levei uma surra, uma surra da vida. Aliás acho que as tenho levado diariamente. Dizem que as coisas acontecem para que compreendamos algo sobre nós, ou algo transcendente, não tenho certeza. Mas gostaria muito de entender, algum dia quem sabe, o motivo dos acontecimentos.
Conscientemente sei que são consequências de atos anteriores, das minhas desorganizações, dos esquecimentos, das fantasias, daquele ladinho que quase todo mundo tem e que acredita que tudo se resolverá magicamente. Eu acreditei na mágica, mas ela não aconteceu.
Tive uma vontade louca de chorar, mas não podia, no alto dos meus 37 anos não me permiti chorar. Apenas duas lágrimas correram teimosas em escapar da minha prisão interior. Depois respirei fundo e disse, amadurecidamente, "bola pra frente".
Bola pra frente... o que significa isso?
Poderia ser uma postura otimista perante um problema, mas no meu caso, foi só um jeito de aplacar a angústia. Não funcionou.
"A vida ensina"... não é assim que dizem por aí?
Nem todos são bons professores, nem todos os ensinamentos são proveitosos, a dor também ensina e o amor idem.
Sei que hoje estou triste, sem esperança, um pouco humilhada, mas.... "bola pra frente", afinal "a vida ensina".
Aguardemos...
Conscientemente sei que são consequências de atos anteriores, das minhas desorganizações, dos esquecimentos, das fantasias, daquele ladinho que quase todo mundo tem e que acredita que tudo se resolverá magicamente. Eu acreditei na mágica, mas ela não aconteceu.
Tive uma vontade louca de chorar, mas não podia, no alto dos meus 37 anos não me permiti chorar. Apenas duas lágrimas correram teimosas em escapar da minha prisão interior. Depois respirei fundo e disse, amadurecidamente, "bola pra frente".
Bola pra frente... o que significa isso?
Poderia ser uma postura otimista perante um problema, mas no meu caso, foi só um jeito de aplacar a angústia. Não funcionou.
"A vida ensina"... não é assim que dizem por aí?
Nem todos são bons professores, nem todos os ensinamentos são proveitosos, a dor também ensina e o amor idem.
Sei que hoje estou triste, sem esperança, um pouco humilhada, mas.... "bola pra frente", afinal "a vida ensina".
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