segunda-feira, 30 de março de 2009

Música francesa

Não tenho nenhuma simpatia pelos franceses.
Absolutamente nenhuma.
São chatos, frescos e se acham a última bolacha do pacote.
Mas a música francesa...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Prondevai?



A melhor coisa que alguém já me fez.

Diogo...my brother... te amo!!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Pequenos sofrimentos



Há algo de intrigante nos olhos de quem sofre

Algo de profundo, algo além.

Talvez seja a alma que está tão evidente, tão presente, que mal consegue esconder-se por trás desse olhar.

Talvez seja por isso que as pessoas que sofrem olham para o chão, pra não perder a própria alma no olhar do outro.

Os pequenos sofrimentos... aqueles do dia-a-dia...

As pequenas doses de veneno que tomamos religiosamente...

As correntes que amarramos a cada dia, a cada acontecimento.

Os problemas que relutamos em resolver.

As conversas que protelamos.

Decisões que nunca são tomadas.

Somos reféns de nós mesmos.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Hoje


Hoje eu queria fazer uma loucura...

Queria não trabalhar

Deixar as "coisas sérias" de lado

Ir ao cinema no meio da tarde

Esquecer a hora

Cantar alto no meio da rua

Beijar alguém que nunca beijei

Queria esquecer quem sou pra ser outra,

completamente diferente.

Por um dia apenas,

queria não me preocupar com os problemas,

as dívidas,

as dúvidas,

os sentimentos.

Mais que tudo, queria desconhecer a tristeza.

Hoje, apenas.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Cecília





Cecília escreveu:




"No mistério do sem-fim


equilibra-se um planeta.


No planeta, um jardim.


No jardim, um canteiro.


No canteiro, uma violeta.


E na violeta, entre o mistério


do sem-fim e o planeta,


a asa de uma borboleta"




A Cecília sabe das coisas.


Ela sabe que a beleza é simples e expressa na simplicidade da sua escrita.


Mas, mais do que tudo, ela sabe da força que existe na fragilidade.


Ela sabe que na asa da borboleta pode repousar todo o universo.


Obrigada, Cecília!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Da inocência da pergunta à paciência para respondê-la


A curiosidade pode ser uma benção, mas também uma tragédia. A natureza curiosa e inventiva das crianças nos colocam em situações difíceis, impensadas.
As perguntas fantasiosas, muitas vezes exigem respostas fantasiosas e, para tanto, precisamos entrar em contato com as nossas próprias fantasias de criança. Aquelas que ficaram guardadas a sete chaves ou caíram no esquecimento promovido pelo "amadurecimento", pela idade, pela vida (ou outras tantas desculpas que encontramos para justificar nossa ignorância e afastamento do mundo infantil).
A verdade é que somos muito burros. Não nos equiparamos, em inteligência e esperteza, a uma criança de tres anos. Devemos admitir que eles estão muito além do que fomos e somos.
Li um texto da Denise Fraga (a atriz mesmo) no qual conta sua experiência com o filho. Em um determinado momento o pai diz: "fulaninho, fecha a boca e come", expressando sua total falta de tolerância com o filho que estava à mesa, agitado e impaciente. E ela descreve, então, a expressão de incompreensão no rosto do menino tentando imaginar como seria comer de boca fechada.
É aqui que mora a incoerência adulta.
Ontem, meu filho de tres anos disse: "mamãe, quando o pássaro pára, ele cai". Fiquei imaginando a cena, um pássaro em pleno vôo, pára e despenca. Num primeiro momento pensei em dizer: "não, meu filho, ele plana", ou dar qualquer outra explicação racional e realística. Em seguida desisti e respondi com um sonoro "é mesmo?! ele cai? será?". Então pude perceber que aquilo foi pura poesia, poesia de uma mente pura.

sábado, 29 de novembro de 2008

A crueldade

A insanidade da crueldade me assusta, e o que ela provoca em mim.
Me vejo encurralada, como que num confronto comigo mesma. As coisas que fiz, o que deixei de fazer... tudo me assusta e me persegue.
Quando você é jovem não pensa que determinadas coisas possam te atingir, mas , de repente, em algum momento da vida pode se ver cobrado por elas. É o que acontece comigo.
É como se o fantasma de coisas simples que deixei pra trás, viesse assombrar, soprar nos meus ouvidos.
Você tem a sensação de estar sempre em débito?
Eu tenho. Caminhei pela vida assinando muitas notas promissórias e vivo na iminência do oficial de justiça que pode bater na porta a qualquer momento com um mandado de penhora.
Devo e tenho muito medo da cobrança, de não dar conta de quitar estes débitos.
Outro ponto crítico é a vaidade. Tenho? Não tenho? Como isso funciona?
Às vezes tenho vergonha do que sou. Não da minha essência, sei que sou bem intencionada, sou uma boa pessoa, acima de tudo sou ética nas relações. Mas do que aparento e represento. Isso machuca demais.
Quando você não gosta de algo em você mesmo espera que os outros não vejam, ou tenta superar exaltando alguma outra qualidade que julgue importante. Até que alguém aponta a ferida, te mostra que viu aquilo que você se esforça tanto pra esconder ou minimizar. Mas a crueldade que está nessa verdade é incontestável.
E, por mais que você clame pela sua maturidade pra enfrentar a situação, mais pequeno, insignificante, invisível e capenga você se sente.
É muito cruel.