terça-feira, 7 de abril de 2009

Coração burro

Coração...
Mero símbolo de um sentimento que nada tem haver com ele.
Coração não sente
Coração não pensa
Realmente não pensa

Qual a ligação entre o amor e o coração?
Que sentido faz associar um sentimento a um órgão que só faz bombear sangue para o corpo?
Por que coração?
Porque não fígado, rim ou cérebro?
Pra que coração?

Por que amor?
Pra que amor?
O coração não determina a vida, assim como o amor também não.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Música francesa

Não tenho nenhuma simpatia pelos franceses.
Absolutamente nenhuma.
São chatos, frescos e se acham a última bolacha do pacote.
Mas a música francesa...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Prondevai?



A melhor coisa que alguém já me fez.

Diogo...my brother... te amo!!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Pequenos sofrimentos



Há algo de intrigante nos olhos de quem sofre

Algo de profundo, algo além.

Talvez seja a alma que está tão evidente, tão presente, que mal consegue esconder-se por trás desse olhar.

Talvez seja por isso que as pessoas que sofrem olham para o chão, pra não perder a própria alma no olhar do outro.

Os pequenos sofrimentos... aqueles do dia-a-dia...

As pequenas doses de veneno que tomamos religiosamente...

As correntes que amarramos a cada dia, a cada acontecimento.

Os problemas que relutamos em resolver.

As conversas que protelamos.

Decisões que nunca são tomadas.

Somos reféns de nós mesmos.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Hoje


Hoje eu queria fazer uma loucura...

Queria não trabalhar

Deixar as "coisas sérias" de lado

Ir ao cinema no meio da tarde

Esquecer a hora

Cantar alto no meio da rua

Beijar alguém que nunca beijei

Queria esquecer quem sou pra ser outra,

completamente diferente.

Por um dia apenas,

queria não me preocupar com os problemas,

as dívidas,

as dúvidas,

os sentimentos.

Mais que tudo, queria desconhecer a tristeza.

Hoje, apenas.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Cecília





Cecília escreveu:




"No mistério do sem-fim


equilibra-se um planeta.


No planeta, um jardim.


No jardim, um canteiro.


No canteiro, uma violeta.


E na violeta, entre o mistério


do sem-fim e o planeta,


a asa de uma borboleta"




A Cecília sabe das coisas.


Ela sabe que a beleza é simples e expressa na simplicidade da sua escrita.


Mas, mais do que tudo, ela sabe da força que existe na fragilidade.


Ela sabe que na asa da borboleta pode repousar todo o universo.


Obrigada, Cecília!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Da inocência da pergunta à paciência para respondê-la


A curiosidade pode ser uma benção, mas também uma tragédia. A natureza curiosa e inventiva das crianças nos colocam em situações difíceis, impensadas.
As perguntas fantasiosas, muitas vezes exigem respostas fantasiosas e, para tanto, precisamos entrar em contato com as nossas próprias fantasias de criança. Aquelas que ficaram guardadas a sete chaves ou caíram no esquecimento promovido pelo "amadurecimento", pela idade, pela vida (ou outras tantas desculpas que encontramos para justificar nossa ignorância e afastamento do mundo infantil).
A verdade é que somos muito burros. Não nos equiparamos, em inteligência e esperteza, a uma criança de tres anos. Devemos admitir que eles estão muito além do que fomos e somos.
Li um texto da Denise Fraga (a atriz mesmo) no qual conta sua experiência com o filho. Em um determinado momento o pai diz: "fulaninho, fecha a boca e come", expressando sua total falta de tolerância com o filho que estava à mesa, agitado e impaciente. E ela descreve, então, a expressão de incompreensão no rosto do menino tentando imaginar como seria comer de boca fechada.
É aqui que mora a incoerência adulta.
Ontem, meu filho de tres anos disse: "mamãe, quando o pássaro pára, ele cai". Fiquei imaginando a cena, um pássaro em pleno vôo, pára e despenca. Num primeiro momento pensei em dizer: "não, meu filho, ele plana", ou dar qualquer outra explicação racional e realística. Em seguida desisti e respondi com um sonoro "é mesmo?! ele cai? será?". Então pude perceber que aquilo foi pura poesia, poesia de uma mente pura.