sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sobre como perder a confiança nas pessoas e outras histórias


Confiança é coisa delicada. Demoramos um século para conquistá-la e um segundo para perdê-la.
É assim.
Nestes dias tenho passado por situações bem complicadas que colocaram em jogo a confiança que tenho em algumas pessoas. Neste exato momento meu estômago retorce e minhas mão tremem de raiva depois de uma discussão inútil com uma pseudo-amiga.
Para perder a confiança no outro basta ser traído por ele. Traído nas idéias, na lealdade, no compromisso. Ser traído não é apenas ser trocado.
Minha avó dizia: "não abaixe demais pois aparece a bunda". Você pode até achar isso engraçado, mas é de uma sabedoria única. Junte essa frase à afirmação do Nelson Rodrigues: " a responsabilidade da traição é sempre do traído" e então pode-se tirar conclusões bombásticas.
Hora do mea culpa... com certeza a culpa foi minha... e não tem nada de coitadice nisso.
Abaixei demais a vida inteira, passei toda a existência mostrando a bunda (minhas fragilidades) aos outros e depois me questiono do porque só tomo no c... sem KY (que me desculpem os puritanos).
Preciso dar um jeito de apagar esse letreiro luminoso na minha testa que diz: IDIOTA.
Só consigo sentir raiva, é só o que me resta...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Sobrevivendo...

Viver é relativamente simples.
Dormir, comer, beber...
O difícil mesmo é sobreviver.
Querer, amar, sofrer, pensar, perdoar, fazer, controlar...

sábado, 26 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novo!


"Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda feira, do primeiro dia do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça..."
Mário Quintana
Feliz 2010!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Feliz Natal!


É o que desejo a todos.
Até 2010.
bjs

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

"Perdoa-me por me traíres"


"Amar é ser fiel a quem nos trai"
Nelson Rodrigues
Me mandaram assistir esse filme, sinceramente, não tenho a mínima vontade mas o título chamou minha atenção.
Embora muito tenha pensado a respeito admito que não entendo a frase, talvez não como deveria entender.
Busquei a música do Chico que sugestivamente se chama "mil perdões" e acabou que entendi menos ainda.
Mas então veio o Nelson Rodrigues e explicou tudo daquele jeito dele. Ele disse: "a responsabilidade da traição é basicamente do traído... alguma coisa deixou de fazer que levou o parceiro a buscar em outras camas..."
O Nelson é f...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Todos os beijos que não dei, todos os carinhos que não fiz...

Outro dia uma amiga me perguntou: "o que você acha de transar no primeiro encontro?".
Confesso que fiquei desconcertada, pêga totalmente de surpresa, não sabia o que responder embora soubesse exatamente a resposta que ela queria escutar.
De cara defendi-me perguntando o que estava acontecendo com ela, e tentando desprezar a obviedade da conversa. Ela respondeu " estou com um novo affair e tá rolando um lance, mas não quero que pareça vulgar". Retruquei: "e o seu namorado? terminaram?", e a resposta "não, esse é outro problema, a relação esfriou demais depois que ele me traiu".

Bem, esse diálogo é o meu post de hoje. Sincronicamente ouvi histórias semelhantes durante toda a semana e isso me fez pensar muito.
Pensar no compromisso (mantido ou desfeito), nas traições e acomodações dentro de um relacionamento, nas dificuldades de enfrentamento, nos desejos encobertos, nos afetos fragmentados.

Relacionamento é um negócio complicado. Quando solteiros temos a expectativa de encontrar a "cara metade" e, por ensaio e erro, vamos pulando de galho em galho. Uma decepção aqui, uma paixão não correspondida ali e assim vai. Até que aparece alguém (ou não) que pode corresponder ao esperado e, por tantos motivos, nos juntamos na chamada "vida em comum". E, então, acaba a novela... engano... é aqui que a novela realmente começa.
Já ouviram aquela frase que diz: "todo conto de fadas termina quando deveria começar"?... pois é...

No casamento descobrimos que fadas não existem. Na promessa de amor eterno há muita crueldade, acho que isso é negócio da bruxa malvada.
Até que a morte os separe pode ser tempo demais para alguns ou soar como uma condenação para outros. O fato é que pensamos que casamento garante amor e segurança, é por isso que nos decepcionamos, pois a realidade é o que ela é.
Nenhum homem é príncipe encantado, nenhuma mulher é princesa em perigo. Mas essas figuras povoam nosso imaginário com tanta força que fica difícil lidar com mundos tão diferentes.

Você já se perguntou porque tantas mulheres leram Crepúsculo e se apaixonaram perdidamente pelo vampiro Edward Cullen? Fantasiaram e suspiraram pelos dotes protetores e afetivos do rapaz? Ora, eu fui uma delas e digo que esse é o homem dos sonhos de todas as mulheres. Bonito, gentil, incondicionalmente apaixonado, romântico, misterioso e com uma aura de perigo. Um misto de príncipe encantado com lobo mau.

A questão mora em outra instância.
O que acontece depois que príncipe e princesa se casam?
O que acontece quando o mistério e o perigo acabam?
O que acontece depois que o lobo mau morre?

Tenho a impressão que, muitas vezes a tendência é procurar a "felicidade eterna" em outros reinados, sejam reais, imaginários ou até mesmo, virtuais.